Agência Brasil completa 36 anos como referência no jornalismo público e no combate à desinformação
- Michael Andrade

- há 20 horas
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Por Michael Andrade, da redação de O estopim - Fonte: Agência Brasil
Pesquisadores e entidades destacam papel da agência pública na democratização da informação e fortalecimento do jornalismo regional.

Em meio às transformações tecnológicas que revolucionaram a comunicação nas últimas décadas, a Agência Brasil completa 36 anos consolidada como uma das principais referências do jornalismo público brasileiro.
Criada em 1990, a agência da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) passou de um antigo modelo de divulgação institucional do governo para um veículo público voltado à produção jornalística gratuita e de interesse público.
Atualmente, conteúdos produzidos pela Agência Brasil são reproduzidos diariamente por veículos de comunicação de todas as regiões do país, especialmente jornais regionais, rádios, sites e pequenas redações que utilizam gratuitamente o material disponibilizado pela agência.
Pesquisadores da área de comunicação afirmam que o papel da Agência Brasil se tornou ainda mais relevante diante do crescimento da desinformação e da concentração dos meios de comunicação em grandes plataformas digitais.
O professor de jornalismo da Universidade Federal Fluminense (UFF), Pedro Aguiar, destacou que a gratuidade da distribuição do conteúdo contribui para democratizar o acesso à informação.

“A gratuidade da distribuição da Agência Brasil democratiza o acesso a essa informação de necessidade e de demanda social”, afirmou.
Segundo o pesquisador, a agência pública também exerce função estratégica ao divulgar informações de utilidade pública, como campanhas de vacinação, programas sociais, educação, economia e direitos da população.
Dados apresentados pela EBC apontam crescimento de 40% no percentual de acesso à Agência Brasil nos últimos dois anos, ampliando a capilaridade do veículo no território nacional.
Pedro Aguiar também avalia que o fortalecimento de agências públicas representa um investimento estratégico para o país.
“Qualquer agência de notícias é um investimento estratégico que um país pode fazer”, afirmou.
O pesquisador ainda defendeu ampliação da presença de correspondentes nacionais e internacionais para fortalecer a cobertura jornalística brasileira em temas globais, como guerras e crises internacionais.
Já o professor Fernando Oliveira Paulino, da Universidade de Brasília (UnB), afirmou que um país que busca soberania e uma população bem informada precisa manter uma agência pública fortalecida.
“É essencial que o trabalho desenvolvido pela agência seja reconhecido e tenha as condições necessárias”, destacou.

Entidades ligadas ao jornalismo também defenderam a importância da Agência Brasil.
O diretor de jornalismo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Moacyr de Oliveira Filho, afirmou que o veículo desempenha papel estratégico no fortalecimento do jornalismo regional e no combate à desinformação.
“Leva informação confiável para todas as regiões, fortalece o jornalismo regional e contribui para o combate à desinformação”, declarou.
A presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro, destacou que uma agência pública forte amplia a pluralidade de vozes e fortalece o acesso à informação de interesse coletivo.
“Em um cenário marcado pela desinformação e pela concentração dos grandes meios de comunicação, uma agência pública forte garante acesso a informações de interesse público e compromisso com a sociedade brasileira”, afirmou.
A Agência Brasil integra a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e mantém produção jornalística voltada para temas nacionais, economia, política, direitos humanos, cultura, saúde e cidadania.
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