SES-PE diz que chance de surto de hantavírus em Pernambuco é mínima
- Michael Andrade

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Por Michael Andrade, da redação de O estopim - Fonte: Diário de Pernambuco | segunda-feira (11) de maio de 2026
Estado nunca registrou casos ou mortes pela doença, transmitida por roedores silvestres contaminados.

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) informou que a chance de um surto de hantavírus no estado é mínima. Segundo o órgão, Pernambuco nunca registrou casos ou mortes pela doença.
A preocupação sobre o tema aumentou após a confirmação da primeira morte por hantavírus no Brasil em 2026 e a repercussão de um surto registrado em um cruzeiro. O Ministério da Saúde informou que o caso do navio não representa risco ao país.
De acordo com o diretor-geral de Vigilância Ambiental e Saúde do Trabalhador da SES-PE, Eduardo Bezerra, a doença costuma estar relacionada a áreas silvestres e rurais, por meio do contato com excreções de roedores contaminados.
“É uma doença que se articula em áreas silvestres e rurais. Mas, aqui em Pernambuco, a gente não tem casos”, afirmou.
Segundo ele, uma pesquisa realizada pela Fiocruz em Pernambuco analisou roedores em áreas consideradas propícias, mas não identificou animais infectados pelo hantavírus.
O hantavírus pode ser transmitido pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores silvestres contaminados. Entre os sintomas estão febre, dores nas articulações, dor de cabeça, dores lombares e abdominais, além de sintomas gastrointestinais.
Em casos mais graves, a pessoa pode apresentar dificuldade para respirar, respiração acelerada, taquicardia, tosse seca e pressão baixa.
Sobre o surto registrado no cruzeiro, Eduardo Bezerra afirmou que a situação não tem características para se espalhar fora do navio.
“O que aconteceu no navio não terá repercussão fora dele. Não é uma doença de fácil transmissão de pessoa para pessoa. Então, muito dificilmente tem o potencial de se transformar em pandemia”, explicou.
Ainda segundo o diretor, Pernambuco não está no mapa de risco para desenvolvimento da cepa associada à transmissão entre pessoas.
Ele afirmou que a SES-PE acompanha os desdobramentos do caso e mantém capacidade de resposta diante de eventuais suspeitas.
“É o tipo de coisa para a qual a gente está preparado, a gente tem organização, mesmo sabendo que a possibilidade de isso acontecer aqui é muito pequena”, disse.
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