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Teresa Leitão ganha força para se tornar líder do governo no Senado

Senadora do PT de Pernambuco é citada nos bastidores como alternativa para recompor articulação de Lula no Senado.


Por Raul Silva para O estopim | 24 de junho de 2026



Senadora Teresa Leitão, do PT de Pernambuco, cotada para liderança do governo no Senado
Teresa Leitão (PT-PE) ganha força para ser a nova líder do PT no Senado após saída de Jaques Wagner | Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

A senadora Teresa Leitão, do PT de Pernambuco, passou a ser cotada para se tornar a líder do governo no Senado após a saída de Jaques Wagner, do PT da Bahia, anunciada nesta quarta-feira, 24 de junho de 2026. A possibilidade ainda não foi confirmada oficialmente pelo Palácio do Planalto nem formalizada no painel de lideranças do Senado, mas o nome da parlamentar ganhou força entre aliados do governo nos últimos dias.


A CNN Brasil informou que Teresa Leitão passou a ser vista como alternativa porque tem alinhamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, bom trânsito no governo e não disputará eleição em outubro, já que seu mandato no Senado vai até 2031. A avaliação nos bastidores é que isso daria à senadora mais disponibilidade para se dedicar à articulação política no Congresso.


A eventual escolha também teria peso simbólico. Segundo a CNN, aliados de Lula destacam que Teresa poderia se tornar a primeira mulher a comandar a liderança do governo Lula no Senado, em um momento em que o Executivo tenta reorganizar sua base após o desgaste provocado pela Operação Compliance Zero.


Até a publicação desta matéria, Teresa Leitão era nome cotado, não escolhida oficialmente. O painel de lideranças parlamentares do Senado ainda registrava Jaques Wagner como líder do governo e Teresa como líder do PT na Casa.


O Blog de Jamildo informou que a assessoria da senadora evitou comentar as especulações e que a posição pública da bancada do PT, até então, era de apoio a Wagner e defesa do devido processo legal.


Teresa Leitão é senadora por Pernambuco, filiada ao PT, e tem mandato de 2023 a 2031. Seu nome civil é Maria Teresa Leitão de Melo, ela nasceu no Recife e tem trajetória ligada à educação e ao movimento sindical. Antes de chegar ao Senado, foi deputada estadual em Pernambuco de 2003 a 2023.


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Em abril de 2026, Teresa foi escolhida pela bancada petista para liderar o PT no Senado. Na estrutura oficial da Casa, aparece como líder do partido e integrante de comissões como Educação e Cultura, Ciência e Tecnologia, Esporte, Orçamento e outras frentes parlamentares.


A liderança do governo no Senado é uma das funções mais estratégicas da relação entre o Planalto e o Congresso. O líder negocia votações, mede o apoio da base, defende projetos do Executivo e atua como ponte entre ministros, senadores e a Presidência.


A saída de Jaques Wagner aumenta a urgência dessa recomposição. O senador deixou o cargo após ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas ligadas ao Banco Master. Wagner nega irregularidades e afirmou que sua prioridade é provar inocência.


A escolha de Teresa não é tratada como consensual. O R7 informou que setores do PT veem a senadora como alternativa diante da falta de nomes mais fortes, mas não a consideram uma articuladora política de grande peso. Essa avaliação circula nos bastidores e não equivale a posição oficial da legenda.


Esse ponto ajuda a explicar por que Lula precisa calibrar a decisão. O novo líder terá de lidar com uma base heterogênea, um Senado comandado por Davi Alcolumbre e um calendário político marcado pela eleição de 2026.


O próximo passo é o anúncio oficial do substituto de Jaques Wagner. Caso Teresa Leitão seja confirmada, o governo apostará em um nome de confiança do PT e de baixo desgaste público para reorganizar a relação com o Senado.


Se o Planalto optar por outro senador, Teresa continuará como peça relevante da bancada petista, já que ocupa a liderança do PT e participa de comissões estratégicas. Até lá, a principal informação é que ela está no centro das conversas, mas a decisão final ainda depende de Lula e da articulação com a base.


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Raul Silva é jornalista e produtor de conteúdo de O estopim. Atua na cobertura de política, poder público, cultura e direitos, com foco em contexto, checagem e interesse público.

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